sábado, 25 de setembro de 2010

NATUREZA ANGÉLICA



Os anjos não têm corpos materiais, mas eles são seres definidos, contínuos e discretos; eles são de natureza e de origem espiritual. Embora invisíveis para os mortais, eles percebem-vos enquanto estais na carne sem a ajuda de transformadores ou de conversores; eles compreendem intelectualmente o modo de vida mortal e compartilham de todas as emoções e sentimentos não sensuais dos homens. Eles apreciam os vossos esforços na música, na arte e no humorismo verdadeiro, e têm grande prazer com isso. Eles conhecem plenamente as vossas lutas morais e as dificuldades espirituais. Eles amam os seres humanos e apenas o bem pode resultar dos vossos esforços para compreendê-los e amá-los.
Embora os serafins sejam seres muito afetuosos e compassivos, eles não são criaturas com emoções sexuadas. Eles são muito como vós sereis nos mundos das mansões, onde vós não ireis “nem casar, nem ser dados em casamento, mas sereis como os anjos nos céus”. Todos aqueles que “forem considerados dignos de alcançar os mundos das mansões não mais casarão, nem serão dados em casamento; nem morrerão mais, pois serão iguais a anjos”.
Contudo, ao referirmo-nos às criaturas sexuadas, é do nosso costume falar desses seres de descendência mais direta do Pai e do Filho como filhos de Deus, ao passo que nos referimos à progênie do Espírito como as filhas de Deus.
Nos planetas sexuados, os anjos são, portanto, mais comumente designados por pronomes femininos.
Os serafins são criados, pois, para funcionar tanto no nível espiritual quanto no nível material. Há poucas fases da atividade moroncial ou espiritual que não estão abertas às suas ministrações. Embora os anjos estejam, quanto ao status pessoal, muito distantes dos seres humanos, para certas atuações funcionais, os serafins ultrapassam, de longe, os mortais. Eles possuem vários poderes que vão muito além da compreensão humana. Por exemplo, a vós vos foi dito que “os cabelos mesmos da vossa cabeça estão contados”, e é verdade que estão; mas um serafim não passa o seu tempo contando-os nem mantendo o número atualizado. Os anjos têm poderes inerentes de percepção para essas coisas (automáticos, segundo a vossa forma de perceber); vós iríeis verdadeiramente considerar um serafim como um prodígio matemático. Portanto, inúmeros deveres, que seriam tarefas enormes para os mortais, são realizados com extrema facilidade pelos serafins.
Os anjos são superiores a vós em status espiritual, mas eles não são os vossos juízes, nem acusadores. Não importando quais sejam as vossas faltas, “os anjos, ainda que maiores em poder e força, não fazem nenhuma acusação contra vós”. Os anjos não fazem o julgamento da humanidade, assim como os indivíduos mortais não deveriam prejulgar os seus semelhantes.
Vós fazeis bem em amá-los, mas não deveis adorá-los; os anjos não são objeto de culto. O grande serafim, Loyalátia, quando o vosso profeta “caiu no chão em adoração diante dos pés do anjo”, disse: “Cuidado, não faças isso; sou um companheiro, um servo junto contigo e com as tuas raças, e estamos todos juntos na adoração a Deus”.
Pelos dons de natureza e personalidade, os serafins estão apenas um pouco adiante das raças mortais, na escala de existência das criaturas. De fato, quando fordes libertados da carne, vós vos tornareis muito semelhantes a eles. Nos mundos das mansões, vós começareis a apreciar os serafins, nas esferas das constelações, a gostar deles e, em Sálvington, irão eles compartilhar convosco os lugares de descanso e adoração. Em toda a ascensão moroncial, e na subseqüente ascensão espiritual, a vossa fraternidade com os serafins será ideal; o vosso companheirismo será esplêndido.

OS ANJOS NÃO REVELADOS
Há numerosas ordens de seres espirituais funcionando nos domínios do universo local, e elas não serão reveladas aos mortais porque não estão de nenhum modo relacionadas ao plano evolucionário de ascensão ao Paraíso. Neste documento, a palavra “anjo” fica propositadamente limitada à designação das progênies seráficas e afins do Espírito Materno do Universo, que tão amplamente ocupam-se com a operação dos planos da sobrevivência dos mortais.
No universo local, outras seis ordens de seres relacionados estão servindo, são os anjos não revelados, que não estão, de nenhum modo específico, ligados às atividades, no universo, pertinentes à ascensão dos mortais evolucionários ao Paraíso. Esses seis grupos de colaboradores angélicos nunca são chamados de serafins, nem nos
referimos a eles como sendo espíritos ministradores. Essas personalidades estão inteiramente ocupadas com os assuntos administrativos e outros assuntos de Nébadon, funções que não são de nenhum modo relacionadas à carreira da progressão humana de ascensão espiritual e perfeccionamento.

"O LIVRO DE URANTIA"

Mensagem de otimismo

Pra você - uma mensagem de carinho e amizade...II

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O APERFEIÇOAMENTO SERÁFICO



421;5 Os serafins passam o seu primeiro milênio como observadores não designados, em Sálvington e nos mundos-escola interassociados. O segundo milênio é passado nos
mundos seráficos do circuito de Sálvington. À sua escola central de aperfeiçoamento atualmente presidem os primeiros cem mil serafins de Nébadon e, à frente deles, está o anjo original, ou o primogênito deste universo local.
O primeiro grupo de serafins criado em Nébadon foi treinado por um corpo de mil serafins de Ávalon; subseqüentemente, os nossos anjos aprenderam com os seus próprios companheiros mais experientes. Os Melquisedeques também têm uma grande participação na educação e no aperfeiçoamento de todos os anjos do universo local – serafins, querubins e sanobins.
Ao término desse período de aperfeiçoamento, nos mundos seráficos de Sálvington, os serafins são mobilizados nos grupos e nas unidades convencionais da organização angélica, sendo designados para uma das constelações. Eles não são designados ainda como espíritos ministradores, se bem que estejam bem dentro das fases de
pré-designação do aperfeiçoamento angélico.
Os serafins são iniciados como espíritos de ministração, servindo como observadores nos mais baixos dos mundos evolucionários. Depois dessa experiência, eles retornam aos mundos interassociados da sede central da constelação designada, para começar os seus estudos avançados e preparar-se mais definitivamente para o serviço em algum
sistema local em particular. Após essa educação geral eles avançam, para servir em algum dos sistemas locais. Nos mundos arquitetônicos interligados à capital de algum sistema de Nébadon, os nossos serafins completam o seu aperfeiçoamento e são designados para as missões como espíritos ministradores do tempo.
Uma vez que os serafins sejam assim designados, eles podem percorrer todo o Nébadon, até mesmo Orvônton, por designação. O seu trabalho no universo não tem fronteiras, nem limitações; eles encontram-se intimamente associados às criaturas materiais dos mundos e estão sempre a serviço das ordens menos elevadas de personalidades espirituais, fazendo contato entre esses seres do mundo espiritual e os mortais dos reinos materiais.


Docmento:38

O Livro de Urântia

A EVOLUÇÃO DOS QUERUBINS E SANOBINS





Inúmeras e amplas vias de serviço e de avanço estão abertas para os querubins e os sanobins, levando até a um engrandecimento do status, que pode ainda ser mais ampliado pelo abraço da Ministra Divina. Existem três grandes classes de querubins e de sanobins, no que diz respeito ao potencial evolucionário:
1. Os Candidatos à Ascensão. Estes seres são, por natureza, candidatos ao status seráfico. Os querubins e os sanobins dessa ordem são brilhantes, ainda que não sejam iguais aos serafins, por dom inerente; mas, por aplicação e experiência, é-lhes possível alcançar a plena condição seráfica.
2. Os Querubins de Fase Intermediária. Os querubins e os sanobins não são todos iguais em potencial de ascensão, e são seres inerentemente limitados das criações angélicas. A maior parte deles permanecerá como querubins e sanobins, embora os indivíduos mais dotados possam alcançar a realização de serviços seráficos limitados.
3. Os Querubins Moronciais. Essas “quartas criaturas” das ordens angélicas sempre retêm as suas características quase materiais. Eles continuarão como querubins e sanobins, junto com uma maioria dos seus irmãos da fase intermediária, dependendo da factualização completa do Ser Supremo.
Enquanto o segundo e o terceiro grupos são de algum modo limitados em potencial de crescimento, os candidatos à ascensão podem alcançar as alturas do serviço seráfico universal. Muitos dentre os mais experientes desses querubins são agregados aos guardiães seráficos do destino; e, assim, são colocados na linha direta de avanço até o algum ser mortal e, se o pupilo mortal alcançar a sobrevivência, eles tornam-se elegíveis para avançar até Seráfington e até os sete círculos de realização seráfica; e mesmo até o Paraíso e o Corpo da Finalidade.

Documento 38/09


O Livro de Urântia

domingo, 18 de julho de 2010

AS HOSTES SERÁFICAS





Até onde sabemos, o Espírito Infinito, personalizado na sede central do universo local, propõe-se produzir uniformemente serafins perfeitos, todavia, por alguma razão desconhecida, essa progênie seráfica é muito diversificada. Tal diversidade pode ser o resultado da interposição desconhecida da Deidade experiencial em evolução; se for assim, nós não podemos comprová-lo. Observamos porém que, após se haverem sujeitado aos testes educacionais e à disciplina do aperfeiçoamento, clara e infalivelmente, eles passam a ser classificados nos sete grupos seguintes:

426¶2 1. Serafins Supremos.

426¶3 2. Serafins Superiores.

426¶4 3. Serafins Supervisores.

426¶5 4. Serafins Administradores.

426¶6 5. Ajudantes Planetários.

426¶7 6. Ministros de Transição.

426¶8 7. Serafins do Futuro.

39:0:2 426¶9 Dizer que qualquer serafim é inferior a um anjo de qualquer outro grupo não seria verdadeiro. Contudo, cada anjo é, em princípio, para o seu serviço, limitado pelo grupo da sua classificação original e inerente. Manotia, o meu agregado seráfico no preparo dessa declaração, é um serafim supremo que, no passado, funcionou apenas como serafim supremo. Por diligência e serviço devotado, ele realizou, um por um, todos os sete serviços seráficos, tendo funcionado em quase todos os caminhos de atividades abertos a um serafim; e agora encontra-se designado como comandante conjunto dos serafins de Urântia.

39:0:3 426¶10 Os seres humanos algumas vezes acham difícil compreender que uma faculdade criada para um nível mais elevado de ministração não implica necessariamente a capacidade para funcionar em níveis relativamente mais baixos de serviço. O homem começa a sua vida como uma criança indefesa; cada realização mortal deve, pois, abranger todos os pré-requisitos experienciais; os serafins não têm essa vida pré-adulta – a infância. Eles são, contudo, criaturas experienciais e, pela experiência e por meio de educação complementar, podem aumentar os seus dons divinos e inerentes de aptidão, pela aquisição experiencial de habilidade funcional em um ou mais serviços seráficos.

39:0:4 426¶11 Após haverem sido comissionados, os serafins são designados para as reservas dos seus grupos inerentes. Aqueles que têm o status planetário e de administradores servem, freqüentemente, durante longos períodos na sua classificação original, mas quanto mais alto é o nível da sua função inerente, mais persistentemente os ministros angélicos procuram designações para as ordens mais baixas de serviço no universo. Eles desejam especialmente designações para as reservas dos ajudantes planetários e, se forem bem-sucedidos, entram nas escolas celestes da sede central do Príncipe Planetário de algum mundo evolucionário. E, nelas, começam os estudos das línguas, da história e dos hábitos locais das raças da humanidade. Os serafins devem adquirir conhecimento e ganhar experiência, tanto quanto os seres humanos. Eles não estão muito distantes de vós, em certos atributos de personalidade. E todos eles anseiam por começar de baixo, no nível mais baixo possível da ministração; assim, eles podem almejar chegar ao nível mais elevado possível do destino experiencial.


DOCUMENTO 39

O Livro de Urântia